Manoel dos Santos, o nosso querido Mané Garrincha ou "O Anjo de Pernas Tortas" , nasceu em Magé, 18 de outubro de 1933 e falecido dia 20 de janeiro de 1983, . De origem humilde, com quinze irmãos na família, era natural de Pau Grande, distrito de Rio de Janeiro . Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis, conhecido por este nome. Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se a uma distrofia física: as pernas tortas. Numa perspectiva frontal, por exemplo, sua perna esquerda, seis centímetros mais curta que a direita, era flexionada para o lado direito, e a perna direita, apresentava o mesmo desenho.
Com quatorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Teve uma breve passagem pelo Serrano Foot Ball Club, time de Petrópolis, região serrana do Rio. Foi o primeiro clube a pagar dinheiro para que Garrincha jogasse . Após esta passagem pelo Serrano, foi treinar no Botafogo de Futebol e Regatas. Não se sabe com certeza quem o levou a fazer um teste no Botafogo, mas nos minutos iniciais do primeiro treino, ele teria dado vários dribles em Nílton Santos, que já era um jogador de seleção brasileira.
Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo entre 1953-1965 e a Seleção Brasileira (de 1957-1966). Jogou alguns meses no Corinthians em 1966 e no Flamengo em 1969, porém já estava longe de seu auge. Ainda jogou no Olaria em 1972. Teve uma partida disputada pelo Vasco, em um amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro no Rio de Janeiro, marcando um gol nesta partida. Sua contratação não foi fechada pela equipe cruzmaltina devido a sua má condição física e foi devolvido ao Corinthians Paulista após o amistoso.
Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66. Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, o Brasil nunca perdeu.
Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si. Nos clubes, jogou 614 vezes, marcando 245 gols pelo Botafogo. Também atuou pelo Corinthians, Flamengo e o Olaria no Brasil, e pelo Atlético Junior da Colômbia. Sua carreira profissional se prolongou de 1953 a 1972.
Garrincha faleceu em 20 de janeiro de 1983, vítima de cirrose do fígado. Em seu epitáfio lê-se "Aqui jaz em paz aquele que foi a alegria do povo – Mané Garrincha."
Títulos: Botafogo, torneio Rio - São Paulo: (1962 e 1964), campeonato carioca: (1957, 1961 e 1962, Corinthians Rio-São Paulo: (1966) , seleção brasileira copa do mundo FIFA: (1958 e 1962): (1962),taça Bernardo O'Higgins: (1955, 1959 e 1961), taça oswaldo cruz: (1958, 1961 e 1962) e copa rocca: (1960)
Prêmios individuais: Craque do time das estrelas da copa do mundo FIFA (1958 e 1962), melhor jogador e artilheiro da copa do mundo (1962), segundo maior jogador brasileiro do século XX IFFHS (1999) , quarto maior jogador sul-americano do século XX IFFHS (1999), oitavo maior jogador do mundo do século XX IFFHS (1999), décimo terceiro maior jogador do século XX pela revista - france football: (1999) , vigésimo maior jogador do século XX pela revista inglesa world soccer: (2000), sétimo maior jogador do século XX pelo grande júri FIFA (2000), seleção de futebol do século XX ,
Opinião: Ele foi sem duvidas um dos maiores gênios do futebol mundial, só não foi maior que Pelé. Ele se destacava pelos seus dribles desconcertantes apesar do fato de ter suas pernas tortas. No auge de sua carreira, foi sem duvida o maior driblador da história do futebol mundial, sempre abusado e sem medo, ajudou o Brasil na conquista dos mundiais de 1958 e 1962 ao lado de Pelé, principalmente, em 1962 , após a contusão do Rei, se tornou o principal jogador do time brasileiro, carregando o time nas costas até a conquista do Bicampeonato.
Seu principal problema foi sua vida pessoal que foi muito conturbada, era um mulherengo de mão cheia, casou-se com Nair, namorada da infância, depois se separou e casou com Elza Soares por 15 anos, de 1968 a 1983. Os dois tiveram um filho, Manoel Garrincha dos Santos Júnior, que nasceu em 9 de julho de 1977, e morreu em 11 de janeiro de 1986, morto aos 9 anos de idade num acidente automobilístico. Neném, o filho dele com Iraci, anterior ao casamento com Elza, também morreu num acidente em Portugal em 20 de janeiro de 1992, aos 28 anos. Garrincha também é pai de um filho que mora na Suécia, sem contar os seus problemas de bebidas principalmente com o álcool. Juntando o fato de ser mulherengo e alcoólatra acabou prejudicando muito a sua carreia, mas como jogador foi gênio e merece sim ser lembrado eternamente como fez Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no Jornal do Brasil, no dia 21 de janeiro de 1983, um dia após a morte de Garrincha:
" Se há um Deus que regula o futebol, esse Deus é sobre tudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um Deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho”.
"
Por Ícaro Dias
@IcaroDias

Um comentário:
Boa escolha e bom texto.
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