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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tudo se aprende, mas talento vem de berço

Sempre ouvi minha mãe dizer que tudo nessa vida se aprende. Tenho que concordar. Aprendi a ler e a escrever, e só por isso que vocês estão lendo este “textículo”.Porém, há pessoas que parece ter nascido para fazer aquilo (o que não é o meu caso). Antônio de Oliveira Filho é uma dessas pessoas. Ele não é médico nem engenheiro. Oliveira é artista por vocação.

Sabe de quem estou falando? Não! Provavelmente você deve fazer parte da geração “Y”, “X”, ou “Z”. Vou dar uma dica: ele é jogador de futebol. Rá, rá, rá... Isso é óbvio, já que este é um blog de futebol. Talvez os números ajudem. Como profissional entrou em campo 550 vezes e marcou 288 gols. Foi ídolo no Guarani e São Paulo. Jogou ao lado do vice-rei do futebol, Dom Diego Maradona, na equipe do Napoli, da Itália. Agora ficou fácil, sim, é ele, o Careca!


Em 5 de outubro de 1960, em Araraquara (296 km da Capital paulista), nascia Careca. Formado nos campos da várzea, o atacante ganhou espaço no Bugre em 1976 e, aos 18 anos, foi promovido a profissional.

Sua velocidade e habilidade chamaram a atenção de Telê Santana, então na época técnico da Seleção Canarinho e, em 1981,obteve a primeira participação com a amarelinha. Pena que foi cortado devido a uma contusão e não participou da Copa de 1982, no Espanha.

Só que a vida dá voltas, e o único careca- cabeludo viria a fazer história em 1986, na Copa do México, jogando ao lado de Sócrates e Muller.

Apesar da eliminação brasileira para a França por 4 a 3, nos pênaltis, Careca fez cinco gols no torneiro e ficou como o segundo ao título da Bola de Ouro – o primeiro foi Gary Lineker, da Inglaterra, com seis. Lembrando que naquele ano o atacante foi Campeão Brasileiro pelo São Paulo e artilheiro do campeonato com 25 gols.

Aliás, foi dele o gol que levou a partida contra o Guarani para os pênaltis. Na ocasião, o Tricolor perdia por 3 a 2, quando o centroavante, após lançamento acidental de Vágner Basílio (tinha que ser meu homônimo), bateu forte de primeira sem chances para o goleiro bugrino Sérgio Néri.

De 1987 a 1993 jogou pelo Napoli, foram 73 gols em 164 partidas. No time italiano, ganhou a Copa UEFA e foi segundo no Campeonato Italiano de 1990 ( eu tina 3 anos... Tá, tá sei que isso não tem a menor importância para você).

Em 1994, transferiu-se para o Kashiwa Reysol e ajudou o time japonês a subir para a primeira divisão do campeonato naquele mesmo ano. Em terras orientais, disputou 60 partidas e fez 31 gols. Nada mau para quem jogou do lado de um monte de pernas de pau. Fico imaginando a narração... Careca recebe do goleiro, atravessa o com a bola, faz tabela com o adversário e marca de cabeça. Rá, rá, rá!

Terminou sua carreira no Santos de Péle., em 1997.

No ano seguinte, investiu na carreira de dirigente e, junto ao ex-jogador Edmar Bernardes, fundou o Campinas Futebol Clube, hoje Sport Clube Barueri.

Careca ganhou o seu apelido por ser fã do palhaço Carequinha.

Siga-me no Twitter @wagnerfreyre e @Arrudaopina

Nome completo Antônio de Oliveira Filho
Data de nasc. 5 de outubro de 1960 (50 anos)
Local de nasc. Araraquara, Brasil
Altura 1,82 m Peso 80 kg
Informações profissionais
Posição Atacante

Clubes de juventude
1976–1978 Guarani

Clubes profissionais
1
Anos Clubes Jogos (Gols)
1978–1982 Guarani 63 (38)
19831987
São Paulo 191 (115)
19871993
Napoli 64 (73)
19941997
Kashiwa Reysol 60 (31)
1997
Santos 9 (2)

Seleção nacional
19821993 Brasil 63 (29)
1 Partidas e gols pelo clube profissional
contam apenas partidas do campeonato nacional,
atualizados até 1997.

Fontes: Terceirotempo, Wikipedia, You tube. Imagens, Diego Graciano (http://diegograciano.blogspot.com/) e Universo Tricolor (http://www.universotricolor.com/idolos-careca/).

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